segunda-feira, 1 de novembro de 2010

parei de respirar

No desespero a gente faz coisas idiotas, eu sempre fui inclinada a desistencia, e cá estou eu agora, no caminho entre a desistencia e o tentar consertar, esse é o lugar mais desagradável em que já estive, onde eu estou não sei de nada, não vivo, meu metabolismo congelou e meu cérebro está esgotado de possíveis soluções, tudo que restou é sono e um instinto quase incontrolável que me leva a querer sua companhia e me ponho a ligar pra pessoa mais importante na minha vida nos ultimos tempos.
No desespero resolvi parar de respirar, e que escolha burra a minha! porque sem ar, quem consegue viver? e cá estou eu, numa pausa que parece infinita, em um sono acordado, esperando o príncipe de ébano vir me tirar da fresta nessa dimensão, onde o tempo não passa e as coisas parecem continuar as mesmas. eu sei que nao se passou nem um dia inteiro, mas já parecem dias, e dias incontáveis quando não consigo ouvir sua voz, ter conhecimento do que está acontecendo, de como você está. por causa da minha impulsividade ingenua e ignorante você provavelmente sofre agora e não me espanto em presumir que coragem lhe falta para vir resgatar o que eu sei que você quer. eu.
Coragem não me falta, e se soubesse aonde voce está agora já estava a meio passo daí, pronta a me colocar aos seus pés e alegar insanidade temporária, podendo então me libertar dessa prisão onde o tempo não passa e pagar minha pena, seja qual for. Espero que você ouça o choro e o grito dessas palavras escritas, porque esses dois eu infelizmente não posso escrever, embora gostaria muito de fazê-lo.

obs.: eu quero passar pra parte de tentar consertar